Presentación

 

ESP

La Historia Rural está superando tanto el marco analítico predominantemente nacional o estatal que la caracterizaba como las perspectivas interpretativas demasiado centradas en Europa y Occidente. Después del éxito de un primer Congreso Internacional (Lisboa-2016), la SEHA y RuralRePort retomamos los retos globales de la investigación en Historia Rural con la organización conjunta de un nuevo congreso en Santiago de Compostela (Galiza), que se celebrará entre el 20 y el 23 de junio de 2018.

En este IIº Congreso elegimos como temática central las Transiciones en la agricultura y en la sociedad rural. Sobre este eje se intenta dar continuidad al enfoque de una historia rural transnacional y transcontinental y, también, contribuir al desafío de crear un espacio global de debate sobre la Historia Rural.  Se trata de articular un espacio abierto que, superando fronteras disciplinares, cronológicas y espaciales, recoja los nuevos retos planteados y las respuestas que desde la Historia Rural se están definiendo en los últimos tiempos.

Las transiciones se entienden como espacios históricos de cambios, pero también de permanencias y de resiliencias que incluyen conflictos sociales y formas de resistencia. Las transiciones demográficas, las socio-ecológicas, las nutricionales, las culturales, sociales y políticas, las coloniales y pos-coloniales o los cambios de paradigmas científico-tecnológicos son ejemplos de esos procesos históricos de mudanza.

A lo largo de los últimos cinco siglos, las intensas relaciones entre continentes, civilizaciones y culturas tuvieron múltiples efectos sobre la agricultura, la propiedad, las sociedades rurales y el medio ambiente. Productos, factores de producción, técnicas, saberes, instituciones, culturas, normas jurídicas han traspasado fronteras, y esta circulación a escala global ha provocado transformaciones en el paisaje, cambios en los usos del suelo, en los derechos de uso y propiedad, en los patrones de consumo, los hábitos alimenticios y los mercados.

Como desafío teórico e historiográfico, la superación de fronteras requiere un mayor dialogo, no solo entre historiadores de varios continentes y especialidades (económica, política, social, jurídica) sino también entre disciplinas que enfocan los mismos problemas desde metodologías y miradas diferentes. La arqueología, los estudios culturales, la historia de la ciencia, los estudios postcoloniales, o la demografía forman parte, entre otras, de este gran campo de trabajo que tiene a la agricultura y la sociedad rural como objeto de estudio.

Abrir y globalizar los estudios de historia rural, en el doble sentido histórico e historiográfico, constituye la orientación dominante de este congreso internacional, que alberga simultáneamente el VII Encontro RuralReport y el XVI Congreso de Historia Agraria del SEHA. El congreso está abierto a la participación de especialistas de cualquier país del mundo, así como a cualquier área disciplinar y época histórica. Los idiomas de trabajo son: portugués, español e inglés.

Si desea participar en el Congreso Transiciones en la agricultura y la sociedad rural. Los desafíos de la historia rural, complete por favor el formulario de inscripción on – line disponible en Conftool transruralhistory – 2018. Tras rellenar el formulario, recibirá un e – mail de confirmación. Es importante que se asegure de que la dirección de correo electrónico proporcionada sea la misma que emplee para la propuesta de sesiones, el envío de comunicaciones o los pagos relacionados con el Congreso.

PORT

A História Rural tem vindo a ultrapassar quer o seu foco analítico predominantemente nacional e local, quer uma perspectiva interpretativa demasiado centrada na Europa e no Ocidente. Procurando responder aos desafios globais da investigação em História Rural, e na sequência de um primeiro congresso (Lisboa, 2016), a SEHA e a Rural RePort decidem organizar conjuntamente um novo congresso internacional, que terá lugar em Santiago de Compostela (Galiza), de 20 a 23 de junho de 2018.

Para este II Congresso definimos como temática central as Transições na agricultura e na sociedade rural, com o que se pretende dar continuidade ao propósito de criar uma história rural transnacional e transcontinental, e contribuir para o desafio de abrir um espaço global de debate sobre a história rural. Trata-se de estabelecer um espaço aberto onde, superando fronteiras disciplinares, cronológicas e espaciais, se possam apresentar os novos desafios e as novas respostas que a História Rural tem vindo a definir recentemente.

As transições são contextos históricos de mudança, mas também de continuidades e resiliências, não raramente pontuados de conflitos sociais e formas de resistência. As transições demográficas, socio-ecológicas, nutricionais, culturais, sociais, políticas, coloniais e pós-coloniais, assim como as alterações dos paradigmas científicos e tecnológicos, são exemplos desses processos históricos de mudança.

Ao longo dos últimos 500 anos, as relações entre continentes, civilizações e culturas produziram múltiplos efeitos sobre a agricultura, a propriedade, as sociedades rurais e o meio ambiente. Produtos, factores de produção, técnicas, saberes, instituições, culturas ou normas jurídicas têm atravessado fronteiras, e essa circulação a uma escala global tem provocado transformações na paisagem, mudanças no uso dos solos, nos direitos de propriedade, nos padrões de consumo, nos hábitos alimentares e nos mercados.

No plano teórico e metodológico, a superação de fronteiras requer um diálogo mais intenso, não só entre historiadores de vários continentes e várias especialidades (económica, política, social, jurídica), como também entre as disciplinas que se ocupam dos mesmos problemas a partir de metodologias e perspectivas distintas, como é o caso, por exemplo, da arqueologia, dos estudos culturais, da história da ciência, dos estudos pós-coloniais ou da demografia. Todas fazem parte deste alargado campo de trabalho que tem a agricultura e a sociedade rural como objecto de estudo. Esta preocupação de abrir e globalizar os estudos de história rural, no duplo sentido histórico e historiográfico, constitui a linha de orientação dominante deste congresso internacional, que alberga simultaneamente o XVI Congreso de Historia Agraria del SEHA e o VII Encontro Rural RePort. O congresso está aberto à participação de especialistas de qualquer país do mundo, qualquer área disciplinar e qualquer época histórica. Admitem-se três línguas de trabalho: português, espanhol e inglês.

Se pretende participar no Congresso Transições na Agricultura e na Sociedade Rural: os Desafios Globais da História Rural, por favor preencha o formulário de inscrição online disponível em Conftool transruralhistory – 2018. Depois de preencher esse formulário receberá um email de confirmação. Por favor certifique-se de que utiliza sempre o mesmo endereço de email em todas as operações relacionadas com o congresso (propostas de painéis, propostas de comunicações, pagamentos, etc.).

ENG

Rural History is going beyond the mostly national or state analytical framework which characterised it, as well as the perspectives and interpretations too focused on Europe and the Western World. After the success of the first International Conference (Lisbon-2016), the SEHA and RuralRePort retake the global challenges in Rural History research by jointly organizing a new conference in Santiago de Compostela (Galiza), which will take place between the 20th and the 23rd of June 2018.

For this Second Conference Transitions in Agriculture and Rural Society has been chosen as the key subject. On this axis we try to give continuity to the approach of a transnational and transcontinental Rural History, as well as making a contribution to the challenge of creating a global space of debate on Rural History. We aim at articulating an open space which by overcoming disciplinary, chronological and spatial borders succeeds in housing the new challenges and answers being defined in recent times from the point of view of Rural History.

Transitions are understood as historical spaces of change, but also of continuities and resiliencies which include social conflicts and forms of resistance. Demographic, socio-ecological, nutritional, cultural, social, political, colonial and postcolonial transitions, as well as changes in scientific and technological paradigms are examples of historical processes of change.

The intense relations between continents, civilizations and cultures affected agriculture, land-ownership, rural societies and the environment. Over the last five centuries goods and production factors, techniques, knowledges, institutions, cultures, legal norms… have crossed borders. This circulation at a global scale has given place to changes in the use and ownership land-rights, consumption and eating habits and markets.

As a theoretical and historiographical challenge, overcoming borders requires a stronger dialogue not only between historians from different continents and specialisations (economic, political, social, legal) but also between disciplines which focus on the same problems using different methodologies and approaches. Archeology, cultural studies, postcolonial studies, science history and demography are part of this large field of work on agriculture and rural societies.

The main direction of this international conference is thus opening and globalizing the Rural History studies, in both a historical and historiographical sense. It will simultaneously house the VII Encontro RuralReport and the XVI Congreso de Historia Agraria del SEHA. The conference will be open to the participation of researchers from any country in the world, as well as experts in any field of knowledge or historical period. Working languages are Portuguese, Spanish and English.

If you are planning to participate in the congress Transitions in Agriculture and Rural Society. The Global Challenges of Rural History, please complete the online form available from Conftool transruralhistory – 2018. After completing the form, you will receive a confirmation email. It is important to ensure that the email address provided will be the same for paper submissions as well as conference payments.